O mundo na defensiva e a escassez de originalidade

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A percepção da vida, como sabemos, é algo totalmente individual, cada pessoa vê o mundo de forma peculiar e isso é algo que torna cada indivíduo único e especial.  Como exemplos podemos dizer que algumas pessoas preferem o calor outras aquele tempinho mais frio e aconchegante, umas são mais chegadas a praia já outras preferem o campo. Essa é a magica da vida e o que dá sentido a boa parte das as criações feitas pelo homem, atingir pessoas diferentes de formas diferentes.

Felizmente a liberdade nos dias de hoje nos possibilita expressar o modo como vemos o mundo, também podemos defender nossas ideias, discutir sobre assuntos e simplesmente em algumas vezes divergir, por que não? É mais do que natural em um mundo onde 7 bilhões de pessoas que possuem suas próprias individualidades entrem em certos conflitos devido a maneira de como entendem alguns assuntos.

Apesar de tudo tenho tido a percepção de que as pessoas estão se tornando cada vez mais defensivas em relação a suas próprias convicções… Sim, defensivas! Apesar de demonstrarem exatamente o contrário e defenderem vigorosamente suas posições de forma a não deixar espaço em suas cabeças para um possível erro, a impressão que dá hoje em dia é que existe uma necessidade das pessoas em se defenderem em certos ideais ou opiniões mesmo que esses ideais e opiniões não façam parte da verdadeira forma na qual elas veem o mundo. Ou seja, uma grande inversão, as pessoas se defendem no que era pra ser defendido.

Esse extinto de defesa e procura de abrigo me parece algo bastante perigoso. Onde vai parar a nossa originalidade que é bem mais precioso, o algo que nos torna diferente de qualquer outro ser nesse mundo?

Pessoas na defensiva não só se tornam um ponto monocromático no universo mas também estão a mercê de uma vida condenada a perda de oportunidades por conta de não conseguirem romper com os paradigmas, por simplesmente terem medo do novo pelo fato de estarem tão agarradas a ideias que as protegem que simplesmente não conseguem dar o passo a frente.

É um assunto complexo, difícil de desenvolver mas acredito que fica uma reflexão: Até quando vale a pena perder a originalidade por um ideal alheio?

O Novo x Velho / Velho x Novo

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Sou um cara nascido no último suspiro dos anos 80, quando digo último suspiro realmente trata-se da parte final daquela década (sou de outubro de 1989) que para muitos foi a fase de grande despertar em diversas áreas. Aqui no Brasil o maior direcionador das mudanças foi o final da ditadura, todo mundo tem entendimento (espero que sim) sobre esse período complicado e obscuro do país. Todos sabem que durante esse tempo libertador a área artística se mostrava especialmente efervescente, a música principalmente. Quantas estações de rádio  ainda tocam exclusivamente músicas da época?

Todo mundo tem um tiozão, pai, avô que entre uma reunião de família ou outra solta  o famoso: “No meu tempo…”
“No meu tempo as coisas  eram feitas para durar”

“No meu tempo a música era de verdade”

“No meu tempo o jovem lutava por algo melhor”

“No meu tempo, no meu tempo, no meu tempo…”

Ouvi isso grande parte da minha vida, acredito que todos que tem  de  0 a 30 anos ouvem isso também, mas, a grande questão que acaba pairando sob nossas cabeças ao ouvir essas coisa é:

A grama do passado era realmente mais verde?

Eu penso que de certa forma sim, algo que tenho observado durante um bom tempo e nunca externei (talvez por medo de ser algo obvio demais) é que toda criação depois de um certo tempo cria uma personalidade independente, o que pode ser mais atraente do que alguém com personalidade e independência?

Vejo todas as criações resultadas de um esforço humano como uma verdadeira criança nascida de seus pais, ela é concebida através de um esforço criativo (haha, sim! essa parte da analogia pode ser divertida) depois disso você vai cuidar dela, mostrar o mundo, dizer sobre até onde ela pode ir. Finalmente ela ganha proporções maiores que o próprio criador e se torna alguém que anda com as próprias pernas, pronta para influenciar novas gerações de criações.

Voltando ao ponto, acredito que seja obvio que criações do passado, movimentos do passado, acontecimentos do passado são maiores no nosso presente, elas tiveram tempo para passar por todas as etapas da “vida” até se tornarem algo mais atraente do que suas jovens e recém criadas irmãs: as do presente.

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Se o velho pode ser novo de novo o novo já pode ter sido velho algum dia </confusão>

Nessa época dinâmica seria um grande desperdício e erro fechar a mente e ser retrógrado diante do mundo. O melhor a fazer é reconhecer o valor do novo e prepara-lo para um futuro onde ele seja o assunto quando você proferir as palavras (do alto do seu estado de tiozãozisse)  “No meu tempo era melhor”.

De certa forma as novas criações são um reflexo do passado, como na música, tudo influencia tudo. Sem o blues (dos campos de algodão) dos anos 30 não existiria Little Richards e Elvis dos anos 50, sem Elvis não existiria Beatles, sem Beatles o mundo da cultura pop musical seria nulo.

Algo importante no qual devemos de certa forma nos policiar quanto as “crianças” que representam nossas criações e que um dia andarão com suas próprias pernas é o rumo que tomarão em suas “vidas”, em alguns casos inegavelmente as coisas saem do controle e a suposta revolução se torna uma grande deformidade (ou pesadelo mesmo) de uma proposta que um dia foi promissora.

Para finalizar, acredito que o caminho para qualquer criativo ter sucesso com seus bebes (criações) sejam elas na música, na publicidade ou em qualquer outro tipo de arte é mesclar o velho e o novo de norma nem sempre equilibrada, pois em algumas situações  serão necessárias uma dose maior de um ou de outro. As doses são infinitas e estão prontas para se tornarem uma fórmula de inovação.

Guilhotina ao “Rei do camarote”?

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Bom, depois de deixar explicito aqui que esse blog é simplesmente uma ferramenta para externar pensamentos de forma despretensiosa, chegou a hora de verdadeiramente começar a falar.

Hoje foi fácil pensar em um tema, fácil até demais. Quem não acompanhou por ae a história do tal de ”Rei do camarote”?

Honestamente… confesso que achei muito engraçado (como todo mundo) aquele homem no inicio do processo de calvície, com o olhar meio “bobo”, meio perdido, contando sobre sua vida extravagante e cheia de glamour (?) dirigindo uma bela Ferrari (ahh, carros! Tenho tanto por falar sobre essa invenção maravilhosa nos próximos posts) bebendo champanhe  e etc. Se você não riu disso, meu amigo, tem algo realmente errado com o seu humor.

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Alô, quanto de limite eu ainda tenho no meu amex? ah sim o céu é o limite.

Tá, mas depois de um certo ponto comecei a pensar em algo: Até onde vai o “erro” desse cara? Qual a proporção disso? Quero dizer, ele realmente merece todo esse Bullying feito pelo pessoal descolado da internet?

O humor é uma verdadeira benção na vida da humanidade, ainda mais hoje em dia nesses tempos sisudos, a criatividade relacionada ao assunto é gigantesca e acredito que até o ricaço deve estar se divertindo vendo algumas coisas, mas algo que eu percebo também é o verdadeiro ódio em alguns comentários sobre o assunto, talvez seja algum traço daquele sentimento  de “QUEIMEM AS BRUXAS” na época da inquisição.

 

A grande verdade é que  devemos tomar cuidado com a forma na qual olhamos para certas coisas, o que difere o Bullying contra um cara gordinho que sofre na época de escola ou na vida adulta com a história de um cara desse? Pode parecer absurda a comparação mas se olharmos bem pode ser considerada cabível. Essa personalidade excêntrica pode ser algum resultado de uma infância problemática. Nem todo problema é a falta de dinheiro, o rio da vida é complexo.

 

É, isso da argumento pra outras 653 milhões de linhas mas acho que consegui sugerir algum olhar mais reflexivo e subjetivo.

Honestamente…

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Honestamente…
Quando a palavra “honestamente” seguida por um intervalo de silêncio vem até minha boca, sinto-me como se um “modo de tagarelice” fosse ativado em mim, e nada melhor do que começar um blog entrando nesse clima.

Já pensei inúmeras vezes em criar um espaço aqui na incrível internet, falar sobre um assunto homogêneo e informar alguém sobre tal coisa, vejo isso como um bom sinal, claro, se considerar que passei 4 anos de faculdade me tornando um comunicador. Entretanto, esse pensamento sempre esbarrou nas questões:

– Sobre qual assunto vou falar?
– Tenho domínio suficiente sobre isso?

A maior barreira na qual alguém que se propõe a criar algo é a própria autocrítica. Imagine só quanto essa tal autocrítica não ceifou de criação por aí? Quantas músicas maravilhosas nunca viram a luz do dia apenas pela falta de confiança de seu compositor em leva-la a diante? Quantos quadros com potencial para estar no Louvre hoje em dia  foram esquecidos pelo seu criador por simplesmente em sua cabeça não serem exatamente o que queriam?

Essa reflexão ultimamente tem tomado uma proporção considerável em minha mente e então hoje acordei e pensei: – Por que não criar um blog que simplesmente fale sobre “qualquer coisa” sem limites? E é isso o que eu quero fazer aqui, deixar as palavras fluirem, não com o intuito de mudar o mundo ou ter 653 milhões de leitores mas sim porque… porque é legal.